27/06/10

"Condições para o Sucesso em Literacia"


"Condições para o Sucesso em Literacia" foi a Conferência proferida pelo Professor Doutor Fernando Azevedo, da Universidade do Minho,no dia 05 de Junho na ESE de Bragança, que assinalou o encerramento da formação PNEP 2009/2010 neste distrito.
O professor dissertou sobre o conceito de literacia. Falou do papel dos pais, do ponto de vista dos professores e do das organizações. Abordou ainda a "Literacia e Mediação Leitora: as boas práticas da Finlândia". Como conclusão frisou a necessidade de:
- Priorizar a aprendizagem dos alunos (garantir aprendizagens efectivas);
- Entender a família como núcleo de co-autores no sucesso do desenvolvimento da literacia dos filhos;
- Garantir uma liderança forte e capaz de galvanizar toda a comunidade e os recursos necessários para a consecução do Projecto Educativo;
- Promover um trabalho colaborativo interpares forte e sustentado com práticas mais optimizadas;
- Proporcionar formação inicial e contínua especializada;
- Assumir a Literacia como um projecto colectivo.
O professor terminou referindo que "Só é um bom mediador quem é bom leitor."




Seguiu-se "Da Teoria...às Práticas", uma apresentação de posters levada a cabo pelos formadores residentes. Apresentaram-se os posters de Vila Flor, Moncorvo, Mirandela e Macedo de Cavaleiros.
O poster de Macedo de Cavaleiros foi elaborado pelos formandos de 2º ano, após as orientações da formadora, aquando da temática das TIC.





A Formadora Residente de Macedo de Cavaleiros: Alexandra Subtil

08/06/10

2ª Plenária na ESE de Bragança


A sessão plenária iniciou de uma forma muito interessante, com um momento musical que envolveu a plateia, gerou o silêncio e um momento que cada um viveu à sua maneira falando com Deus, com os anjos ou simplesmente apreciando o momento.

A conferência "Condições para o sucesso em literacia", pelo Professor Doutor Fernando Azevedo (Univ. Minho), foi apresentada brilhantemente, de uma forma clara, acessível e nada cansativa. Foi um prazer ouvir o Professor, ficámos mais esclarecidos em relação ao tema da conferência e com mais ideias para aperfeiçoar a nossa prática pedagógica.
A literacia não é só o domínio das habilidades técnicas, sendo assim é necessário desenvolver estas competências (há vários tipos de literacia – digital, visual, cientifica …), para que as nossas crianças possam exercer de uma forma mais eficaz a sua cidadania. A literacia adquire-se nos usos sociais da língua, por isso os professores devem fazer um trabalho de planificação consciente, de práticas intencionais e sistemáticas.
Para que a exercitação da literacia tenha sucesso é preciso conhecer bem o grupo com que se está a trabalhar, ter em conta o que cada um sabe e adoptar estratégias diversificadas para promover o sucesso de todos.
Na conferência o Professor falou sobre a Leitura, mencionando que a leitura deve ser um projecto pessoal, chave muito importante para a formação de bons leitores. Os alunos devem ter oportunidade para fazer leitura independente, não por obrigação, mas voluntária.
Para que todo este processo tenha sucesso é necessário haver um envolvimento colectivo, partilha de ideias e envolver a família. Os pais são nossos aliados no desenvolvimento da literacia, devem ser consciencializados para que no dia-a-dia valorizem intencionalmente práticas de literacia, trabalhando desta forma a literacia emergente.
É importante que as pré-expectativas dos professores sejam positivas e que tenham uma sensibilidade cultural que garanta o sucesso de todas as crianças.
O Professor disse uma frase que ficou gravada na minha mente:
“Ser professor não é fácil, mas é desafiante!”
Concordo plenamente com esta afirmação, mas é esse desafio que torna a nossa profissão tão fascinante, cada dia, cada obstáculo ajuda-nos a crescer como pessoas e como profissionais.
Na segunda parte da sessão foram apresentados os posters pelos formadores residentes do PNEP. É sempre bom partilhar com os outros o nosso trabalho!


Formanda do 2º ano: Goreti Lino

O ENSINO DA ESCRITA: O texto poético

Há livros que nos tocam. O livro negro das cores é, sem sombra de dúvida, um deles.

Ler este livro é lê-lo com medo, desconhecimento e uma tentativa votada ao insucesso. Foi à luz desse perigo que resolvi explorá-lo com os 22 alunos da Turma 11 A, 3.º Ano, Pólo 2 do Agrupamento Vertical de Escolas de Macedo de Cavaleiros.




  • Desenvolvi esta tutoria com recurso ao computador e à Internet, onde pesquisei algumas informações e encontrei um clip de vídeo no site www.esec.pt/esec-tv, onde o tradutor Miguel Gouveia explica de forma pormenorizada para algumas crianças o conteúdo deste livro, a sua história e o prémio que lhe foi atribuído.


Foi com o recurso livro e com este suporte digital que me propus trabalhar os descritores.


  • Prestar atenção ao que ouve de modo a tornar possível

- identificar, num texto poético, sabores, formas, cheiros e sensações transmitidas pelas cores que nos rodeiam;

- formular possíveis hipóteses sobre o conteúdo do livro “O livro negro das cores”, Cottin e Rosana Faría, Editora Bruaá;


- explorar oralmente o livro apresentado;


- aprender a respeitar a diferença, a deficiência(visual ou outra);


- tomar conhecimento do alfabeto em Braille.




  • Escrita poética: poemas “sentidos”:
    - tentar descrever as cores através dos sentidos;
    - escolher um sentimento como o amor, a raiva, a inveja, a amizade…e caracterizá-lo através dos sentidos.

Todos os alunos mostraram interesse em tomar contacto com o livro. E fizeram-no com muita curiosidade! Apreciaram o brilho e o contraste das imagens e "passearam" os dedos pela escrita em braille.



O livro negro das cores é um livro belo. É diferente da esmagadora maioria dos livros ilustrados que pertencem à nossa esfera de textos.
Acompanhando um protagonista ausente, que imaginamos como um jovem cego que descreve a sua percepção multi-sensorial das cores, tecem-se páginas em que é a linguagem, despertando o olfacto, o toque e o sabor, que nos dá acesso às cores que conhecemos do espectro humano.



As imagens não se afastam em demasia do que o texto cumpre, elaborando-se complexas texturas que quererão transmitir-nos as sensações anexas às cores respectivas. A impressão a dois pretos, ou melhor, a um tratamento diferenciado nas linhas que compõem o relevo, leva a que nos obrigue, aos leitores que vêem, a balançar o livro para ver o brilho e o contraste. Os leitores cegos passearão os dedos para as interpretar. Este livro devolve-nos, parcialmente, ou abre-nos a perspectiva, à compreensão da situação dos cegos, mas nunca, jamais, essa mesma experiência.




  • Ao longo da aula a concentração foi evidente e foi com empenho que realizaram as actividades propostas na folha de trabalho.

  • Aqui ficam alguns testemunhos escritos.



Se, para o Tomás (personagem principal e única do texto):


“O vermelho é ácido como o morango e doce como uma melancia, mas doí quando aparece no joelho arranhado”



O amarelo é amargo como o limão (Pedro Curralo);




O verde lembra-me a relva e a sua beleza (Patrícia);




O castanho é doce como o chocolate (Helena);


O azul é lindo como as ondas do mar (Miguel);

O preto lembra a escuridão da noite (Jéssica).




Para o Tomás


"O vermelho sabe a cerejas.
Tem o som das sirenes dos bombeiros.
É quente como o fogo
E cheira como uma rosa. "

Mas, para a Beatriz


O amarelo sabe a banana
Tem o som dos passarinhos.
É quente como o sol
E cheira a alegria.



Já para o Gonçalo

O verde é uma cor feliz
Interessante e cativante
Linda e importante
Feliz como o petiz

Para a Margarida

O preto é o rei das cores
É a escuridão da noite
Negro como carvão
E feio como um caixão.




Os alunos foram incentivados para misturar cores com emoções. E a escrita poética foi aparecendo com alguma dificuldade à mistura:

O azul é a inveja de quem ama (Diana);


A felicidade é colorida como o arco-íris (Gonçalo);


O amor é vermelho como uma rosa (Miguel);


O carinho é verde como a relva na Primavera (Pedro Curralo);


A alegria é amarela como as férias de Verão (Tiago).







No final foi feita a auto-avaliação, podendo concluir-se que:

  • Todos os alunos acharam este livro interessante.

  • Aprenderam que as cores podem transmitir sensações.

  • Esta aula ensinou-lhes a pensar mais no respeito pela diferença.

  • Sentiram algumas dificuldades na realização das actividades propostas na ficha de verificação.

  • Gostaram de participar na aula.

  • Não encontraram nada neste livro que não lhes tenha agradado.

  • O que mais lhes chamou a atenção foi o livro, o filme e a escrita criativa.

Para terminar, uma nota pessoal sobre o livro:

Na minha opinião, o texto está excelente, com um sentido estético muito particular, conseguindo falar de uma questão tão difícil para os cegos como é a questão da cor. Mas ao nível das ilustrações, há páginas que resultam muitíssimo bem, como é o caso das que fazem alusão à água, à chuva, à relva e aos cabelos. Os cegos sentem as texturas e com a ajuda do texto identificam facilmente as imagens.
Contudo, e finalmente, o livro das duas autoras venezuelanas é um livro que serve para ampliar os nossos horizontes de experiência e a nossa compreensão, quer do mundo quer da questão do Outro.
Haverá maior galardão num livro?

Formando do 2.º Ano : A. Alfredo

Escola E B 1 Pólo 2 do Agrupamento Vertical de Escolas de Macedo de Cavaleiros










18/05/10

Plano fonológico/discursivo/textual e sintáctico


Há livros que podem contribuir para o desenvolvimento de valores imprescindíveis numa sociedade que está cada vez mais necessitada de reforços no que diz respeito a sentimentos de tolerância, respeito pela diferença, respeito pelo proximo ...


ELMER é um livro que nos envolve e nos transmite esses mesmos valores. Nesse sentido decidi planear esta tutoria para trabalhar este livro (pode pensar-se que é um livro para crianças mais pequenas, mas os alunos do 4º ano gostaram e penso que compreenderam a mensagem).

Os descritores de desempenho definidos para esta tutoria foram:

Ø Utilizar técnicas simples para registar, tratar e reter informação
- identificar ideias-chave
- organizar informação
Ø Manifestar ideias, sensações e sentimentos pessoais, suscitados pela históriaExplorar a escrita de diferentes textos


As actividades planeadas foram as seguintes:
a) Mostrar o livro que vai ser trabalhado
b) Fazer inferências sobre o mesmo a partir do título e da capa
c) Apresentar a história e PowerPoint
d) Explorar a história
e) Apresentar um resumo da história em tiras dobradas, previamente colocadas numa mesa (em gravuras de elefantes)
f) Distribuir pelos alunos as tiras
g) Reconstruir a história
h) Associar as cores do Elmer a objectos, sentimentos …
i) Preencher um crucigrama com palavras relacionadas com a história do Elmer.
j) Realizar uma ficha para identificar os constituintes da frase (GN e GV) e os constituintes do GN e do GV

l) Inventar um padrão para o Elmer


Alguns dos trabalhos produzidos pelos alunos foram os seguintes:



Formanda do 2º ano: Goreti Lino

Plano fonológico/discursivo/textual e vocabulário











Há património cultural que deve ser preservado e aproveitado para trabalhar com os nossos alunos. Um dia recebi um mail de uma amiga com a canção da Cinderela de Carlos Paião e pensei:
"se eu gostei tanto deste mail, porque não partilhá-lo com os alunos?!"
Assim foi, planeei esta aula e foi com agrado que verifiquei o apreço das crianças pelo mesmo.

Esta tutoria foi desenvolvida para trabalhar os seguintes descritores de desempenho:
Ø Prestar atenção ao que ouve de modo a tornar possível:
- apropriar-se de padrões de entoação e ritmo
- identificar o tema central
Ø Manifestar ideias, sensações e sentimentos pessoais, suscitados pelo discurso ouvido (audição musical)
Ø Detectar semelhanças e diferenças entre o texto oral e o texto escritoExplorar a escrita de poemas
As situações de aprendizagem foram as seguintes:
a) Mobilizar conhecimentos prévios sobre o tema a partir de algumas imagens
b) Audição de uma canção (Cinderela de Carlos Paião)
c) Exploração do vocabulário que compõe a canção
d) Identificar palavras que rimam
e) Entoar a canção
f) Completar a letra da canção preenchendo as lacunas que a letra da canção apresenta (ouvindo a canção enquanto preenchem as lacunas)
g) Confrontar o trabalho realizado com a letra original
h) Pedir aos alunos que definam o que é a amizade (escrevendo num coração que lhe será distribuído: A amizade é ……)
i) Construir um texto definindo o que é a amizade para cada um, dando-lhe a forma de um objecto relevante na sua significação.
Alguns dos trabalhos produzidos pelos alunos foram os seguintes:


Formanda do 2º ano: Goreti Lino

27/03/10

LER PARA APRENDER / Escutar para aprender e construir conhecimento(s)…

Esta tutoria Pnep foi desenvolvida tendo em conta os seguintes pressupostos:

1. De acordo com o Currículo Nacional do Ensino Básico e, pelo seu carácter transversal, a Língua Portuguesa contribui de um modo decisivo para o sucesso escolar dos alunos.
2. Após a interiorização das principais relações entre os sistemas fonológico e ortográfico, é fundamental a aprendizagem de novas convenções sobre o modo como o texto escrito se organiza, o uso correcto do conhecimento explícito da língua, o alargamento do reportório lexical e o domínio de uma sintaxe mais elaborada.
3. Em simultâneo, deve processar-se a aprendizagem gradual de procedimentos de compreensão e de interpretação textual, associados à promoção do desenvolvimento linguístico dos alunos, à sua formação como leitores e ao desenvolvimento do conhecimento explícito da língua.
4. O 1.º Ciclo do Ensino Básico deve privilegiar um desenvolvimento integrado de actividades e áreas de saber, nomeadamente a utilização das tecnologias da informação e comunicação e dos recursos digitais disponíveis.



A partir da apresentação do texto "Viagem pelo céu", retirado da Escola Virtual da Porto Editora Multimédia, os alunos da turma 11A, 3.º Ano, puderam distinguir entre ficção e não ficção, identificar o tema central e responder a questões acerca do que viram e ouviram no texto apresentado com recurso às novas tecnologias de informação e comunicação.


Através deste recurso digital, todos os alunos puderam compreender a história e participar na exploração interactiva de diversas actividades.

Foi possível saber se as respostas às questões colocadas estavam certas ou erradas, já que a aplicação informática utilizada disponibilizava essa informação.

De facto, este recurso educativo fomentou a descoberta e o desenvolvimento de aptidões de cada aluno, apresentando-se como um instrumento completo de aprendizagem.


De seguida, a aula prosseguiu com referência à importância da leitura e da biblioteca escolar, tendo em vista, numa fase posterior, o preenchimento de uma folha de registo sobre livros e assuntos dos livros lidos na turma ao longo do presente ano lectivo.

Foi apresentado um PowerPoint para fazer uma primeira abordagem ao verbo, à sua identificação como classe gramatical e distinção do Passado (Pretérito Perfeito e Imperfeito), do Presente e do Futuro do modo Indicativo.



Foram ainda explicitadas algumas regras de flexão verbal dos verbos regulares respeitantes à:

  • 1.ª, 2.ª e 3.ª conjugação;
  • 1.ª, 2.ª e 3.ª pessoa do singular e do plural

Na fase final da aula e, tendo em vista a mobilização do saber adquirido, foram resolvidos em suporte digital e em suporte papel alguns exercícios de aplicação.

Numa ficha de verificação foi proposto aos alunos que identificassem os verbos de um texto e que os mesmos fossem distribuídos correctamente numa tabela. Finalmente, conjugaram o verbo falar (1.ª conjugação) no Presente, no Pretérito Perfeito e no Futuro do modo Indicativo.

O Formando do 2.º Ano: António Alfredo dos Santos

Escola E B 1 Pólo 2 de Macedo de Cavaleiros.







13/03/10

O Conhecimento da Língua: Desenvolvimento da Consciência Linguística e Ensino da Gramática


Esta sessão foi construída a partir da brochura do PNEP, de Inês Duarte, O Conhecimento da Língua: Desenvolver a Consciência Linguística.
Para esta autora, a Gramática designa o estudo do conhecimento intuitivo da Língua, que os falantes de uma comunidade têm, mas também, os princípios e regras que regulam o uso oral e escrito desse conhecimento.
Inês Duarte entende que, o Conhecimento Explícito é o conhecimento reflexivo e sistemático do sistema intuitivo e que os falantes conhecem e usam, bem como o conhecimento dos princípios e regras que regulam o uso oral e escrito desse sistema.


Optámos por partir de uma obra do PNL - O Sapo Apaixonado - que está a ser trabalhada numa turma de 2º ano de um dos formandos.

Quando os colegas entraram na sala de multimédia ouviam-se sapos e, nas mesas, estavam colocados variados corações; informámo-los de que íriamos abordar uma obra e questionámo-los sobre o seu possível título; facilmente o descobriram. Lemos a obra e pedimos-lhes que reconstruíssem o texto a partir de frases escritas dentro dos corações espalhados pelas mesas; colocámos nas mesas cestos de papel contendo exercícios para o desenvolvimento da consciência linguística (adaptados para crianças de 2º ano e partindo sempre da obra em estudo, relacionados com as consciências fonológica, morfológica, lexical, sintáctica, textual e discursiva, que resolvemos em conjunto, oralmente.




Abordámos o desenvolvimento da Consciência Linguística nas vertentes citadas, a partir de um PowerPoint baseado na brochura do PNEP desta temática.

A partir do programa para o 1º Ciclo, os formandos elaboraram a planificação da "aula" inicial da Temática.

Não podemos deixar de reforçar o motivo de termos efectuado em primeiro lugar a parte prática e termos deixado a parte científica para o final da sessão. O que pretendíamos era dar uma "aula" para crianças, ou seja, partindo da obra e, com um carácter lúdico mas também formal, desenvolver todos os conteúdos que nos propunhamos, facilitando assima a tarefa dos formandos, esgotados que estão de tantas outras tarefas e certos de que consultarão a parte científica no Powerpoint colocado na plataforma moodle da ESE de Bragança, bem como a brochura do Pnep.



VELTHUIJS, Max. (2007). O Sapo Apaixonado. Lisboa: Caminho.

A Formadora residente: Alexandra Subtil

22/02/10

ACORDO ORTOGRÁFICO - Reflexão
















Na última sessão temática a formadora, Drª Alexandra, esclareceu-nos sobre algumas das alterações que o acordo ortográfico vai introduzir na Língua portuguesa. Depois desta sessão pesquisei sobre o assunto e verifiquei que este processo já teve várias tentativas, mas sem grande sucesso.
O acordo ortográfico tem em vista um vocabulário ortográfico comum da Língua Portuguesa, tão completo quanto desejável e tão normalizador quanto possível no que se refere às terminologias científicas e técnicas.
O projecto de texto de ortografia assinado em Lisboa dia 12 de Outubro de 1990 é considerado um passo muito importante para a defesa da unidade essencial da Língua Portuguesa e para o seu prestígio internacional.
A existência de duas ortografias oficiais da Língua Portuguesa, a Lusitana e a Brasileira, tem sido considerada como um entrave para a sua unidade intercontinental e para o seu prestígio no mundo.
Ao longo dos tempos houve várias tentativas para minimizar os inconvenientes desta situação, mas os efeitos produzidos não foram os desejados.
A questão da divergência da acentuação gráfica tem sido um obstáculo para a unificação ortográfica do Português. Para minimizar esse obstáculo o novo acordo ortográfico fixa a dupla acentuação gráfica.
Penso que a adopção do acordo ortográfico não vai ser fácil para aqueles alunos que já frequentam o 1º ciclo. Há casos em que será fácil a sua adaptação, por exemplo no caso das sequências consonânticas, em que as letras invariavelmente mudas nas pronúncias cultas da Língua se eliminam.
Devido à alteração na acentuação há várias palavras que irão ficar com a mesma grafia, nestes casos o contexto ortográfico irá permitir distinguir claramente tais homógrafas.
Com vista ao sucesso escolar dos nossos alunos, deve haver um período de adaptação e a introdução do novo acordo deve ser feita de uma forma progressiva. Para que tudo isto seja possível devem ser criadas as condições necessárias para que todo o processo resulte, os professores devem ter formação específica nesta área, para que assim possam dar resposta às necessidades educativas dos alunos, de uma forma correcta e motivadora.
Há alguns professores que demonstram alguma resistência a esta mudança, mas é necessário inovar e melhorar as nossas competências para promover e elevar o prestígio da nossa Língua.

Formanda do 2º ano: Goreti lino

15/02/10

Didáctica da Correcção da Escrita

Para Azevedo (2000:68), “O erro poderá ser um indicador de processos que não funcionaram como era de esperar, de problemas não resolvidos satisfatoriamente, de aprendizagens que não foram alcançadas, de estratégias cognitivas inadequadas”.

Nesta linha de pensamento, resolvi abordar esta problemática nesta minha 2.ª aula PNEP, tentando, ao mesmo tempo, fomentar algumas estratégias de elaboração de textos escritos. Na realidade, a turma evidencia dificuldades na construção de novos textos, ao nível da originalidade, organização de fases e erros de morfossintaxe.


Descritores de desempenho:

Elaborar um texto informativo-expositivo relativo a uma visita efectuada pela turma 11 A, 3.º Ano, à Feira da Caça e do Turismo de Macedo de Cavaleiros.


Rever as frases escritas para o texto colectivo com vista ao seu aperfeiçoamento:
- identificar erros;
- acrescentar, apagar, substituir;
- condensar, reordenar, reconfigurar;
- efectuar eventuais correcções e/ou reformulações.
Cuidar da apresentação final do texto colectivo.
Distinguir o género, o número e o grau dos nomes.

Conteúdos:

Estrutura do texto informativo-expositivo:
- Introdução;
- Desenvolvimento;
- Conclusão.


Distinção:

-do género;

- do número;

- e do grau dos nomes a partir do texto elaborado pelos alunos da turma.





Ideias/Procedimentos desenvolvidos ao longo da aula:

Recolha e leitura das frases elaboradas em pares de alunos, tendo em vista as seguintes actividades:
- selecção da frase ou das frases mais conseguidas, de acordo com a estrutura referida;
- escrita das frases pelo professor no computador, respeitando as ideias e a ortografia nelas contidas;
- identificação dos erros com anotações no final de cada frase, não deixando passar muito tempo entre a redacção de cada parte do texto e a sua correcção;
- promoção da autocorrecção feita de forma voluntária pelos alunos, tendo em conta o código de correcção apresentado pelo professor para identificação de erros ortográficos, frases mal construídas, falta de acentuação, pontuação incorrecta, troca na ordem das palavras, repetições, abertura de parágrafo e eliminação de parágrafo;
- reescrita do texto efectuando as correcções e reformulações julgadas adequadas pelos intervenientes na elaboração do trabalho colectivo que a seguir se apresenta.

Realização de uma actividade exploratória no computador para identificação do género, número e grau dos nomes.








• Apresentação em Powerpoint “Variação dos nomes em género, número e grau” para consolidação deste conteúdo gramatical.

A Turma 11 A na XIV Feira da Caça e do Turismo

No dia 29 de Janeiro de 2010, pelas 11 horas, fomos à XIV Feira da Caça e do Turismo de Macedo de Cavaleiros.
Fomos a pé, acompanhados por alguns professores e, dentro do Parque de Exposições, encontrámos a professora de Inglês que nos também nos orientou nesta visita.
Os alunos das diferentes turmas começavam por ver alguns cães de caça, perdizes e outras espécies de animais relacionados com a caça.
De seguida, nós entrámos nas naves para ver as águias a voar por cima de nós e de outros meninos das escolas.
A nossa turma dividiu-se por partes; alguns foram pintar a cara, outros fizeram a escalada, enquanto alguns alunos faziam tiro com o arco.
Depois fomos às gomas e os alunos que as compraram receberam um balão.
No fim a turma voltou a reunir-se para tirar uma fotografia e para ir embora para a escola.
Os alunos da nossa turma gostaram de fazer esta visita porque se divertiram e ficaram a saber mais sobre a Natureza.

(Texto Colectivo elaborado na aula Pnep de 10/02/2010 na Turma 11 A, 3.º Ano da E B 1 Pólo2 de Macedo de Cavaleiros)

Formando do 2.º Ano: António Alfredo dos Santos










12/02/10

João Grão de Milho


Após a leitura do texto João Grão de Milho, de Alice Vieira, as crianças reconstituiram-no através de imagens que ordenaram.





Distribuimos tiras de papel com algumas frases sobre o texto.
Após a sua leitura, as crianças foram ordenando as frases e reconstituindo o texto ("puzzle").
Em seguida, foi-lhes pedido para identicarem nomes desse texto e para os escreverem no quadro; oralmente e por escrito construiram o feminino/masculino, singular/plural, desses nomes e ordenaram-nos alfabeticamente.
Resolveram exercícios de gramática, numa folha de trabalho, relacionados com nomes.



VIEIRA, Alice. (2006). Rato do campo e rato da cidade. João Grão de Milho. Lisboa: Caminho.

Formanda de 2º ano: Maria Raquel Cordeiro Moreno
EB1 Nº3 de Macedo de Cavaleiros: 2º ano.