22/02/10

ACORDO ORTOGRÁFICO - Reflexão
















Na última sessão temática a formadora, Drª Alexandra, esclareceu-nos sobre algumas das alterações que o acordo ortográfico vai introduzir na Língua portuguesa. Depois desta sessão pesquisei sobre o assunto e verifiquei que este processo já teve várias tentativas, mas sem grande sucesso.
O acordo ortográfico tem em vista um vocabulário ortográfico comum da Língua Portuguesa, tão completo quanto desejável e tão normalizador quanto possível no que se refere às terminologias científicas e técnicas.
O projecto de texto de ortografia assinado em Lisboa dia 12 de Outubro de 1990 é considerado um passo muito importante para a defesa da unidade essencial da Língua Portuguesa e para o seu prestígio internacional.
A existência de duas ortografias oficiais da Língua Portuguesa, a Lusitana e a Brasileira, tem sido considerada como um entrave para a sua unidade intercontinental e para o seu prestígio no mundo.
Ao longo dos tempos houve várias tentativas para minimizar os inconvenientes desta situação, mas os efeitos produzidos não foram os desejados.
A questão da divergência da acentuação gráfica tem sido um obstáculo para a unificação ortográfica do Português. Para minimizar esse obstáculo o novo acordo ortográfico fixa a dupla acentuação gráfica.
Penso que a adopção do acordo ortográfico não vai ser fácil para aqueles alunos que já frequentam o 1º ciclo. Há casos em que será fácil a sua adaptação, por exemplo no caso das sequências consonânticas, em que as letras invariavelmente mudas nas pronúncias cultas da Língua se eliminam.
Devido à alteração na acentuação há várias palavras que irão ficar com a mesma grafia, nestes casos o contexto ortográfico irá permitir distinguir claramente tais homógrafas.
Com vista ao sucesso escolar dos nossos alunos, deve haver um período de adaptação e a introdução do novo acordo deve ser feita de uma forma progressiva. Para que tudo isto seja possível devem ser criadas as condições necessárias para que todo o processo resulte, os professores devem ter formação específica nesta área, para que assim possam dar resposta às necessidades educativas dos alunos, de uma forma correcta e motivadora.
Há alguns professores que demonstram alguma resistência a esta mudança, mas é necessário inovar e melhorar as nossas competências para promover e elevar o prestígio da nossa Língua.

Formanda do 2º ano: Goreti lino

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